segunda-feira, 11 de abril de 2011

Eau the perfum - Reverence





Esses aromas...
Inumeros os que destilam o perfume de tua pele.

Incrivel é quando exala tua essencia e enobrece todo o teu ser
Incrivel é essa tua fragancia quando envolve todo o ar que respiro
Incrivel é como entorpece minha alma

Essa essencia...
Essa  de um mundo só meu. Esse cheiro, o teu.
Esse óleo, essa gota de formosura e herança, envolvendo-me em cor purpura.
Esse que, por algumas vezes foi nosso olor.

Esses aromas...
Deixei-os em um mar de lembranças
Deixei-os onde só as palavras fazem companhia, ambos permanecem soterrados em meu baú.
Lá, onde só as jóias refletem seu brilho, restritos a uma caixa de anil

Penso...
Quanto tempo permanecerá essa icógnita?
E por que soa como abstrato esse meu risco?
Por que não pode ser como o meu mundo real nesse surreal, mais que moderno?
E por que correr para tão longe? Por que esse vento sul se distancia cada vez mais do meu Norte?

É tão fugaz, me consome.
Me enche de argumentos e me esvazia sem se quer endagar uma pergunta.
E dificil é saber quando realmente há uma compreensão a respeito ou se simplesmente a resposta surge com suas excentricas proporções, tornando relativo o que agora é realidade.
É mais singelo que o encontro das águas.
É tão sutil quanto o vento.
Será mesmo tão forte quanto a ventania?

É maravilhosa a sensação de compreender o evasivo.

Esse meu ar.
Apenas sinto, exalo e inspiro.

Se o perco, logo procuro. E encontro.
Descubro tão palpavel a certeza de um leve rastro de sua doce presença.
Alguns suspiros e, pronto.
O aroma se foi.

Adoro, Marina de Bourbon.


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